12/11/07

Carminha

Carminha não aprendera nada sobre sexo com sua mãe. Dona Maricota, coitada, não tinha mesmo muito a ensinar. Casara virgem com o primeiro namorado e, mesmo após a separação, jamais fora tocada por homem que não fosse ele. E dizia-se feliz assim.
Para Carminha, sexo era deitar de barriga pra cima, abrir as pernas e deixar que o homem colocasse o “dito-cujo” dentro dela. E só. Não entendia o que as pessoas poderiam ver de bom nisto.
Aos dezesseis, o primeiro namorado. Dois anos mais velho, Alberto achava graça na moça tímida que ruborizava quando beijada em público.
Após muita insistência, encontraram-se no estacionamento, à noitinha. Escuro, nenhuma alma viva por ali.
Carminha apavorada. A mão de Alberto sob a blusa busca o peitinho rosado, que endurece ao primeiro toque. A sensação de prazer e perigo é intensa, e ela cede.
A outra mão, audaciosa, afasta a calcinha rendada por baixo da saia. Sem pressa, ele a toca. Varia a intensidade. Penetra-a com os dedos. Carminha sente-se flutuar. Respiração ofegante. Choques que percorrem todo o corpo, um calafrio, coração que quase sai pela boca.
Assustada, afasta rapidamente o corpo das mãos que insistem em tê-lo. Não entendia o que acabava de acontecer. O que era aquela sensação tão estranha e ao mesmo tempo tão boa? O que fazia com que ela tivesse mais e mais vontade de prosseguir com as carícias de Alberto?
Durante meses Carminha teve incontáveis orgasmos à noitinha no estacionamento. Sem sequer desconfiar o que fosse isso
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2 comentários:

Anônimo disse...

Safadinha, não?

Marie disse...

ahahhahaha que a fudeee!!