30/12/07






"Vou chamar de Route 66. Lembrem-se de que se trata de um trajeto nada parecido com essa rota. Ruas naturais de Porto Alegre, duas amigas se encontram num boteco da cidade imaginando um bom fim diferente...despretensioso. (mentira) Ahahahha. São dez da manhã, prefiro escrever ao chegar pois as lembranças estão bastante cruas. Conto que o vento leva duas belas garotas pela rua depois de tomar algumas no boteco preferido, ainda é cedo, 8 da noite, como o combinado, assobiam na porta, o moço atende e começa a ficar nervoso já andando de um lado para outro, a presença da loira e da morena, mulheres fatais, amigas de muitos anos. Seria fácil ser breve. Não quero sê-lo. Ser dito em poucas palavras seria um desperdício daqueles. Saímos daquele local. Fomos para outro lar, nos foiram apresentados todos os aposentos daquele grande labirinto, já imaginei mil peripécias por lá. Hehehe. Caminhamos novamente para o definitivo lugar da noite. Pizzas feitas por mim, cervejas e muito rock’n roll. Três homens na casa, duas garotas. Um pra cada uma, outro sobrando, infelizmente. Entre conversas, fotografavam os vários entrosamentos das línguas femininas. Acabamos indo pro sofá, um beijo a três não foi poupado, os seios das duas sendo tocados. O beijo a três. O outro homem agora faz parte do trio. O ataque de tesão. O voyeur. Desata meu laço, vestido rosa de tricot, tira a calça dela, põe meu corpete pro lado. Fazem-nos derreter com suas bocas em nossos montinhos rosados do amor. “Tão chupando bem!” - elas pensam. E se beijam enquanto eles lambem como feras famintas. E gemem enquanto adoram. O voyeur representa bem seu bom papel, apenas tira a camisa e contempla a cena do outro sofá. Arrancam nossas roupas, tira meu corpete, se alimenta da minha nudez. O casal número 1 enlouquece de tesão e se retira para o quarto. O casal número 2 fica mais um pouco e também some. Eu sou a mulher do casal número 2. Ele me bate tão forte, quase vejo Deus. É tão bom tirar esse atraso de um mês sem sexo com tamanha força que acho que vou morrer. A cama faz muito barulho conosco em cima, freneticamente pra frente e pra trás, por cima e por baixo, de costas, de quatro. Ele me atira na parede e de costas me devora violentamente, rasga minhas costas com as unhas. As cortinas são arrancadas do lugar, eu precisava me segurar em alguma coisa. Ahhaha ele teve trabalho depois que eu sair daqui, penso. Terminamos com uma chupada leve e gostosa que o levou ao deleite. Adoro ver os homens gemendo quando gozam. Acredito que seja meu maior prazer. - Vamos ver o que acontece no outro quarto? Vamos? Chegamos lá e encontro o casal número 1 nu, de pernas entrelaçadas, sentados em um colchão, se beijando. Sentamos por ali, em outro colchão e ficamos bebendo e conversando. Um deles toca violão e nós tentamos cantar. Me impressiona o fato de eu e ela possuirmos incríveis semelhanças. Desde os seios pequeninos e muito bonitos, a cor da pele, os traços do rosto, ombros pequenos. Temos o mesmo nome, o mesmo signo, os mesmos gostos musicais, garotos em comum. Apenas uma é loira, e outra é morena. Hehehe. De volta ao nosso ninho do amor. No caminho, está o voyeur. Meu gato me leva até ele, levanta uma de minhas pernas de 1,05 m de comprimento lá no alto, e diz, mostrando meu sexo: - Olha se não é a mais linda que tu já viu? Viu?! Ela consegue levantar as pernas lá em cima também! (Até hoje não consegui entender o encanto que tem minha genitália, sou endeusada por alguns por causa dela. Hehehe, que cousa!). O voyeur admira. Meu homem levanta meus pés do chão e me leva até o quarto novamente. Estou cansada já, há horas transando, ele não pára, orgasmos múltiplos, corpos hiper suados. Lindos, lindos, lindos. Como índios, como amantes. Fui tomar um banho, o banheiro é longe do quarto e ele não escutou meu chamado da toalha. Não me dei por rogada. Saí e andei pela casa nua, toda molhada da água, ainda exalando a sexo e com perfume de sabonete. O voyeur assobia. O meu gato vem com a toalha e sorri com a minha atitude semvergonha. Eles adoram mulheres semvergonhas que eu sei. Todos sabem. Voltamos pro quarto e dormi nos seus braços feito uma criança. Acordo com um maravilhoso boquete sem noção de tão bom. Mais um orgasmo. Realmente, estou feliz com o que vejo no espelho. E feliz comigo mesma. Quebrada, arranhada, sensual, satisfeita. Muito obrigado meu amigo. Vou-me embora pela Route Sixty-six."

20/12/07


"Lamberei em teu ouvido / palavras falhas-derretido / universo escondido / dentro do meu próprio sentido Paladar / bate forte agora quero / o teu tão pervertido / mãos ardidas, umidecidas / como é quente, faz doer vem molhar coxas e curvas / inteira e puta, arranque o que me cobre / veja sim, tens tudo agora / encha-se de tudo, te dou direito o que estás vendo é lindo mesmo

: o que estou tendo é diferente. serei teu vício, calafrio / a partir de agora, desafio / estás tão vibrante meu querido / é o deleite quase vindo que te dou / aproveite / vem lamber no meu ouvido / universo pervertido, escondido."
aaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

19/12/07

Vingança



Tomou-a nos braços. Abraçou-a fortemente. E então, enfim, houve o tão esperado encontro. Primeiro de olhares. Depois de corpos, de bocas e de línguas.
Ela, encantada. Pensando ter por fim encontrado aquele que a amaria e a livraria de uma vez por todas de sua vidinha medíocre.
Ele, hipnotizado. Personificando nela aquela que o traíra e dando início ao seu plano de vingança contra todas as mulheres.

13/12/07

Inconstância




A montanha-russa dentro do peito fez do corpo um parque de diversões.
Para os outros.