03/04/08


nós bebemos, fumamos e vimos o pôr-do-sol.
ele nunca tinha visto. é lindo. é perfeito.
encosto minha cabeça em em seu ombro direito, sinto sono.
confio naqueles ombros.

sinto as mãos que me abraçam e me puxam mais pra perto...
nem vejo, só sinto o beijo inesperado.

e dali não me larga mais.
saímos pelas ruas como amantes loucos, como namorados.
ainda dá tempo de beber mais whisky e de ir para outra festa,
porque o rock and roll não acabou.

não aguento de desejo. quero seqüestra-lo.
não suporto esperar!
vamos embora cambaleando juntos no meio dos carros.
nem sei como chegamos.

eu tenho ele outra vez. está comigo. é meu. só meu.
beijos doces, corpos incansáveis a noite toda e pela manhã também.
só acaba no começo da tarde, quando durmo em seus braços.
ele me abraça. quero parar no tempo.

aconteceu tantas vezes.
cada vez, melhor.
mas tenho medo de uma coisa: que nunca mais se repita.

6 comentários:

Comentarista Abalizado disse...

A minha pergunta é: o que seria pior, que nunca mais se repetisse, ou que nunca tivesse acontecido?

Anônimo disse...

Fraco, bobo e óbvio.
Perdi meu tempo.

candy disse...

romântica e bobinha.

sim, it's me.

ükma disse...

É um medo que precisa ser enfrentado.

Abraços.

Gustavo Santiago disse...

Sabe o que é...

Isso é a revelaçao do lado frágil da mulher classuda...

Isso não é tipo de confissão certa, mas tá ai o outro lado que a gente não conheçe

Jéssica Rose disse...

mulher classuda tem todas as faces que quiser, afinal, ela pode.