24/02/09

No carnaval da avenida



Entorpecida de cerveja e cachaça ela beija. Na mesa do bar traquina um pé. Na avenida samba reinando. No brilho da purpurina ela é a que mais cintila e do alto do seu salto governa um mundo. Na quinta feira depois das cinzas, vencedora ou perdedora, ela tira a camisa amarela, a máscara dos olhos, a fantasia dos pensamentos, toma o ônibus às cinco da manhã e por duas horas cochila no sacolejo, primeiro pelas vielas estreitas, depois por largas avenidas, e enterra o carnaval na faxina da madame.



2 comentários:

Carol disse...

!!!!!

adorei ver que alguém ainda mantémn isso aqui vivo!


parabéns, naomi.

belo texto, como sempre.


saudades. de todas vocês e, claro, daquela que eu era também.


um dia eu volto. prometo.

Marcelo Novaes disse...

Carnaval tem prazo de validade.


E expira.



como tudo.








Beijos,










Marcelo.